Meu
nome é Rodriggo Dell, tenho apenas 16 anos, e moro em uma cidade pequena no
interior de Mato Grosso do Sul.
Tudo
começou quando eu tinha 13 anos (ao menos quando comecei a ‘abrir minha mente’).
Queria
mudar, mas não de cidade, não de família, escola, mas sim mudar por dentro,
mudar minha essência, meu ser. Não é uma tarefa fácil. E não foi.
Eu
era apenas uma ‘criança’, entrando em uma das fases mais complicadas da vida de
alguma pessoa. Ser adolescente é bom, realmente ótimo. Mas tudo tem um preço, e
não foi diferente.
Novas
formas de pensar foram ganhando espaço na minha cabeça. Logo o que eu amava
ontem, hoje havia se tornado algo sem valor, e sem sentido.
A
Liberdade conseguiu uma parceira: Responsabilidade. As duas não se amam, mas
também não se odeiam.
O
processo da mudança foi complicado. Eu me isolei. Só observei.
Durante
um ano, apenas observei o comportamento das pessoas. Sua forma de falar, de
ouvir, de interpretar, e até mesmo pensar, por que não?
Logo
planejar movimentos alheios se tornou algo fácil. Era previsível qualquer
atitude.
As
respostas estavam sempre prontas, para toda pergunta.
Foi
fácil aprender o que qualquer outra pessoa gostaria de ouvir. Agrada-las se
tornou algo comum, conquistar sua confiança extremamente simples.
Este
um ano acabou, e logo outro veio.
Era
hora de mudar novamente, conquistar novos horizontes, e aproveitar tudo o que
tinha absorvido observando, e que tantas e tantas vezes havia imagino em minha
mente.
Era
um novo começo, o começo de ser diferente, e imprudentemente, ser o contrário
do que havia sido no ano anterior.
Todos
se espantaram com a mudança.
Aquele
garoto tímido, confuso, tolo, e sozinho, havia mudado muito.
Agora
entre os ‘populares’, fiz muitos amigos, e inimigos também. Conheci o prazer de
um dos melhores anos da minha vida.
As
transformações não acabaram, nem se quer cessaram. Aos poucos eu ia mudando,
absorvendo novas coisas, experiências, e desejos.
Era
uma tarde de dezembro, quando o destino traiçoeiro entrou em ação.
Continua
...

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